O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), visitou o editor-geral do Diário da Manhã, jornalista Batista Custódio, e concedeu longa entrevista para um time de jornalistas escalados para recebê-lo.
Sabrina Ritiely – O senhor disse que fará de Goiânia uma cidade sustentável. Que tipo de medidas concretas o senhor propõe para que isto se torne realidade?
Paulo Garcia – Penso que Goiânia precisa continuar crescendo e se desenvolvendo, isto faz parte da história natural, como sou médico, gosto muito de usar o exemplo de quando estudamos e avaliamos um paciente, você faz uma avaliação pensando na chamada história natural da doença. A história natural de Goiânia é continuar crescendo e continuar a se desenvolver, é uma capital jovem, que vai completar 80 anos, mas que se torna madura. O espaço urbano é uma alma viva, dinâmica, então nós precisamos permitir que ela cresça e se desenvolva. Mas não queremos que Goiânia se torne uma São Paulo, precisamos planejá-la para que em todas as vertentes de nosso desenvolvimento nós implantemos ações, projetos e programas de sustentabilidade. Penso que os eleitores estão saturados de propostas que mercantilizam o processo eleitoral, proposta que não tem fundamento nenhum do ponto de vista de planejamento. O que é um projeto de Goiânia cidade sustentável? É um projeto que permita a continuidade do seu desenvolvimento, do seu crescimento, sem agressão ambiental e mais do que isto, gerando oportunidades idênticas para todas e todos, porque não há de se falar em desenvolvimento sustentável se isto não desencadear oportunidades para todos e todas que aqui vivem, trabalham, que criam suas famílias, para que cada um alcance seu sonhos, seus desejos, que são individuais e diferentes. Recentemente, eu li um artigo do governador do Estado dizendo reconhecer que o desenvolvimento de Goiânia em áreas fundamentais como meio ambiente é modelo para todo mundo e que isto, nas palavras do governador, é mérito do atual gestor municipal.
Hélmiton Prateado - Prefeito, o senhor tocou obras que tinham sido planejadas pelo seu antecessor. Qual o senhor ressalta como sendo obra inteiramente da sua gestão, o senhor planejou e está executando?
Paulo Garcia – Um exemplo bem recente e significativo é o corredor universitário, que provocou interferências e melhorias substanciais no trânsito, no transporte e em todos os modais de mobilidade urbana, são mudanças que foram projetadas e realizadas por mim. O corredor universitário é uma demonstração clara do que a gente deseja para toda cidade, tanto é que no dia da sua inauguração já anunciamos que estaríamos executando um dos modais que ele tem, que é a ciclovia, através de um convênio com a UFG para fazer todo o plano cicloviário da cidade de Goiânia. Já iniciamos uma obra unindo o Campus II com o Setor Universitário. Anunciei também que daríamos continuidade com o corredor levando até o Terminal Bandeiras, ligando-o à Praça da Bíblia. Aquele corredor do ponto de vista arquitetônico urbanístico requalificou um espaço urbano central. Criamos a primeira ciclovia permanente, padronizamos os quiosques, onde os permissionários comercializam normalmente alimentos de consumo rápido dentro de padrões de desenvolvimento que nós consideramos adequados pelo tempo que vivemos, com critérios rígidos de vigilância sanitária, a própria caixa asfáltica foi padronizada e dividida, dando preferência a quem precisa usar o transporte coletivo, que é o transporte de massa.
Outra obra fundamental que iniciamos em nossa gestão é o Complexo Macambira/Anicuns. Esse projeto começou a ser gestado no início dos anos 2000, mas coube a mim em fevereiro deste ano, depois de percorrer todos os obstáculos burocráticos, assinar os contratos e dar ordem de serviço do Macambira/Anicuns. São 11 trechos e duas unidades de preservação permanente. A primeira unidade de preservação permanente, que é o Parque Macambira, já está toda circundada de obras em sua extensão. Lá vai haver uma praça, chamada Praça das Esculturas, que nós vamos oferecer aos nossos artistas plásticos na área de qualquer manifestação cultural, tem áreas de prática de esportes e outras. São 11 trechos do Macambira/Anicuns que devem ser executados em 5 anos. A história de Goiânia será antes e depois do Macambira/Anicuns, porque ela não é uma obra simplesmente de preservação ambiental, é uma obra de requalificação urbana.
Fonte: DM.com.br

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