quarta-feira, 18 de julho de 2012

Entrevista Paulo Garcia: “Vou planejar e moldar uma cidade”

Prefeito e candidato à reeleição fala do que gostou de realizar, dos planos para um novo mandato e de como pensa uma metrópole regional

Fonte: Diário da Manhã
http://migre.me/9WNdG

Prefeito e candidato Paulo Garcia (PT) ao lado do vice Agenor Mariano (PMDB)









O pre­feito de Goi­ânia, Paulo Garcia (PT), vi­sitou o editor-geral do Diário da Manhã, jor­na­lista Ba­tista Cus­tódio, e con­cedeu longa en­tre­vista para um time de jor­na­listas es­ca­lados para re­cebê-lo. Antes da con­versa, Paulo tomou café da manhã e brincou des­con­trai­da­mente sobre temas ge­rais. Disse estar des­can­sado do final de se­mana, apesar da agenda cor­rida já por conta da cam­panha elei­toral.
Paulo es­tava acom­pa­nhado do ve­re­ador Agenor Ma­riano (PMDB), can­di­dato a vice em sua chapa; do pu­bli­ci­tário Re­nato Mon­teiro, seu mar­ke­teiro, e da jor­na­lista Re­nata Vi­eira, as­ses­sora de im­prensa da cam­panha.
Os jor­na­listas Ulisses Aesse, Arthur da Paz, Sa­brina Ri­tiely, Mau­rício Reis, Deivid Souza, Wel­liton Carlos e Hél­miton Pra­teado con­du­ziram as per­guntas, que ver­saram sobre a gestão de Paulo Garcia à frente da pre­fei­tura desde abril de 2010. O pre­feito não se furtou a ne­nhum as­sunto e de­mons­trou pre­paro para de­bater sobre quais­quer temas sobre sua ad­mi­nis­tração e sobre os pro­blemas da ci­dade.
Paulo de Si­queira Garcia é de fa­mília tra­di­ci­onal de Goi­ânia, tem 53 anos, é mé­dico neu­ro­ci­rur­gião for­mado pela Uni­ver­si­dade Fe­deral de Goiás, ca­sado com a também mé­dica anes­te­sista Te­reza Beiler, com quem tem dois fi­lhos. Foi pre­si­dente da Co­o­pe­ra­tiva de Tra­balho Mé­dico Unimed em Goi­ânia. É fi­liado ao Par­tido dos Tra­ba­lha­dores desde me­ados dos anos 1990. Foi su­plente de ve­re­ador em 2000 e eleito de­pu­tado es­ta­dual em 2002. Exerceu o cargo até 2006 e des­pontou por po­lí­ticas de atenção à saúde e par­ti­ci­pação po­pular.
Foi eleito vice-pre­feito na chapa de Iris Re­zende, e com sua saída para can­di­datar-se ao go­verno do Es­tado, Paulo as­sumiu o cargo com o de­safio de dar con­ti­nui­dade a um au­da­cioso pro­grama de obras já pla­ne­jadas.


Ulisses Aesse – Pre­feito, por que ser can­di­dato à re­e­leição?
Paulo Garcia – Sem falsa mo­déstia, mas numa ava­li­ação crí­tica pes­soal, tenho a crença de que re­a­li­zamos muito nesses pouco mais de dois anos à frente da ad­mi­nis­tração mu­ni­cipal. Talvez te­nham sido poucos pre­feitos na his­tória de Goi­ânia nesses 79 anos de nossa ca­pital que te­nham de­sen­ca­deado tantos pro­cessos. Eu pude dar con­ti­nui­dade a inú­meros pro­cessos já ini­ci­ados por meu an­te­cessor em es­pe­cial, mas pude também dar início a novos pro­jetos e pro­gramas que cremos ser fun­da­men­tais para esse pro­cesso de tran­sição que vive nossa ci­dade. Goi­ânia vai com­pletar 80 anos e penso que o fun­da­mental agora é re­to­marmos um pla­ne­ja­mento pro­fundo em todas as áreas. Por co­nhecer essa ci­dade e por saber como pro­jetar so­lu­ções para nossa ca­pital é que me apre­sento como can­di­dato à re­e­leição.


Mau­rício Reis – O Parque Mu­ti­rama foi en­tregue à po­pu­lação de­pois de uma grande obra que teve pro­blemas até com a Jus­tiça. O se­nhor teme que isto seja usado por seus ad­ver­sá­rios?
Paulo Garcia – A pró­pria po­pu­lação é a res­posta a essa questão. Duas obras que eram ini­ci­adas por meu an­te­cessor, mas que eu re­a­lizei nessa gestão: o Mu­ti­rama e o zo­o­ló­gico. É ne­ces­sário frisar que o Mu­ti­rama não foi uma sim­ples obra de res­tau­ração, foi feito um novo parque. Foi com­ple­ta­mente re­feito desde sua parte es­tru­tural. Não havia uma dre­nagem ade­quada, até porque no final da dé­cada de 1960 não existia essa pre­o­cu­pação. O Mu­ti­rama é uma nova obra. Outra grande obra que exe­cu­tamos nessa ad­mi­nis­tração foi o zo­o­ló­gico, que é uma área de pre­ser­vação per­ma­nente que pre­cisou ser re­di­men­si­o­nada com novos con­ceitos e ade­qua­ções. Em frente ao Parque das Rosas fica a Praça Jo­a­quim Xa­vier Cu­rado, que era um pro­blema crô­nico de pes­soas em risco so­cial, dro­gados e aban­do­nados que a mai­oria das pes­soas evi­tava. Hoje é um es­paço de con­vi­vência de fa­mí­lias. Sei que a pró­pria po­pu­lação dará a res­posta para ques­ti­o­na­mentos que por­ven­tura possam ser feitos. O zo­o­ló­gico chegou a re­ceber 17 mil pes­soas em um único final de se­mana. O Mu­ti­rama é o maior parque pú­blico da Amé­rica La­tina e pouca gente sabe disso. Se pe­garmos os par­ques par­ti­cu­lares, ele está em ter­ceiro lugar. Um parque dessa mag­ni­tude é re­a­berto aos poucos, de forma gra­dual. Tudo está sendo adap­tado à uti­li­zação em massa pela po­pu­lação.


Ulisses Aesse – O se­nhor acha que há pes­soas da opo­sição jo­gando contra essas grandes obras?
Paulo Garcia – Isto eu nem pre­ciso dizer, vocês mesmo da im­prensa dizem sempre. Mas eu penso que essa é uma cam­panha para se dis­cutir a ci­dade de Goi­ânia e o fu­turo que nossa ci­dade deve ser in­se­rida. Eu tenho por certo que in­seri Goi­ânia em um con­texto mun­dial. No final do ano pas­sado, um or­ga­nismo mun­dial propôs aos pre­tensos can­di­datos a pre­feito no Brasil que par­ti­ci­pavam de um pro­grama de sus­ten­ta­bi­li­dade que as­si­nassem um com­pro­misso de de­sen­volver esses con­ceitos em suas ci­dades. Eu as­sinei esse pro­jeto, era um do­cu­mento prévio, porque nós não po­díamos nos afirmar ofi­ci­al­mente como can­di­datos. As­sinei o con­vênio com o pro­grama da pla­ta­forma de ci­dade sus­ten­tável do BID (Banco In­te­ra­me­ri­cano de De­sen­vol­vi­mento). Mas, para mim, está claro que existem pes­soas na opo­sição que se uti­lizam de re­cursos con­de­ná­veis como esse para de­ses­ta­bi­lizar uma gestão de be­ne­fí­cios para uma ci­dade.


Sa­brina Ri­tiely – O se­nhor disse que fará de Goi­ânia uma ci­dade sus­ten­tável. Que tipo de me­didas con­cretas o se­nhor propõe para que isto se torne re­a­li­dade?
Paulo Garcia – Penso que Goi­ânia pre­cisa con­ti­nuar cres­cendo e se de­sen­vol­vendo, isto faz parte da his­tória na­tural, como sou mé­dico, gosto muito de usar o exemplo de quando es­tu­damos e ava­li­amos um pa­ci­ente, você faz uma ava­li­ação pen­sando na cha­mada his­tória na­tural da do­ença. A his­tória na­tural de Goi­ânia é con­ti­nuar cres­cendo e con­ti­nuar a se de­sen­volver, é uma ca­pital jovem, que vai com­pletar 80 anos, mas que se torna ma­dura. O es­paço ur­bano é uma alma viva, di­nâ­mica, então nós pre­ci­samos per­mitir que ela cresça e se de­sen­volva. Mas não que­remos que Goi­ânia se torne uma São Paulo, pre­ci­samos pla­nejá-la para que em todas as ver­tentes de nosso de­sen­vol­vi­mento nós im­plan­temos ações, pro­jetos e pro­gramas de sus­ten­ta­bi­li­dade. Penso que os elei­tores estão sa­tu­rados de pro­postas que mer­can­ti­lizam o pro­cesso elei­toral, pro­posta que não tem fun­da­mento ne­nhum do ponto de vista de pla­ne­ja­mento. O que é um pro­jeto de Goi­ânia ci­dade sus­ten­tável? É um pro­jeto que per­mita a con­ti­nui­dade do seu de­sen­vol­vi­mento, do seu cres­ci­mento, sem agressão am­bi­ental e mais do que isto, ge­rando opor­tu­ni­dades idên­ticas para todas e todos, porque não há de se falar em de­sen­vol­vi­mento sus­ten­tável se isto não de­sen­ca­dear opor­tu­ni­dades para todos e todas que aqui vivem, tra­ba­lham, que criam suas fa­mí­lias, para que cada um al­cance seu so­nhos, seus de­sejos, que são in­di­vi­duais e di­fe­rentes. Re­cen­te­mente, eu li um ar­tigo do go­ver­nador do Es­tado di­zendo re­co­nhecer que o de­sen­vol­vi­mento de Goi­ânia em áreas fun­da­men­tais como meio am­bi­ente é mo­delo para todo mundo e que isto, nas pa­la­vras do go­ver­nador, é mé­rito do atual gestor mu­ni­cipal.


Hél­miton Pra­teado - Pre­feito, o se­nhor tocou obras que ti­nham sido pla­ne­jadas pelo seu an­te­cessor. Qual o se­nhor res­salta como sendo obra in­tei­ra­mente da sua gestão, o se­nhor pla­nejou e está exe­cu­tando?
Paulo Garcia – Um exemplo bem re­cente e sig­ni­fi­ca­tivo é o cor­redor uni­ver­si­tário, que pro­vocou in­ter­fe­rên­cias e me­lho­rias subs­tan­ciais no trân­sito, no trans­porte e em todos os mo­dais de mo­bi­li­dade ur­bana, são mu­danças que foram pro­je­tadas e re­a­li­zadas por mim. O cor­redor uni­ver­si­tário é uma de­mons­tração clara do que a gente de­seja para toda ci­dade, tanto é que no dia da sua inau­gu­ração já anun­ci­amos que es­ta­ríamos exe­cu­tando um dos mo­dais que ele tem, que é a ci­clovia, através de um con­vênio com a UFG para fazer todo o plano ci­clo­viário da ci­dade de Goi­ânia. Já ini­ci­amos uma obra unindo o Campus II com o Setor Uni­ver­si­tário. Anun­ciei também que da­ríamos con­ti­nui­dade com o cor­redor le­vando até o Ter­minal Ban­deiras, li­gando-o à Praça da Bí­blia. Aquele cor­redor do ponto de vista ar­qui­tetô­nico ur­ba­nís­tico re­qua­li­ficou um es­paço ur­bano cen­tral. Cri­amos a pri­meira ci­clovia per­ma­nente, pa­dro­ni­zamos os qui­os­ques, onde os per­mis­si­o­ná­rios co­mer­ci­a­lizam nor­mal­mente ali­mentos de con­sumo rá­pido dentro de pa­drões de de­sen­vol­vi­mento que nós con­si­de­ramos ade­quados pelo tempo que vi­vemos, com cri­té­rios rí­gidos de vi­gi­lância sa­ni­tária, a pró­pria caixa as­fál­tica foi pa­dro­ni­zada e di­vi­dida, dando pre­fe­rência a quem pre­cisa usar o trans­porte co­le­tivo, que é o trans­porte de massa.
Outra obra fun­da­mental que ini­ci­amos em nossa gestão é o Com­plexo Ma­cam­bira/Ani­cuns. Esse pro­jeto co­meçou a ser ges­tado no início dos anos 2000, mas coube a mim em fe­ve­reiro deste ano, de­pois de per­correr todos os obs­tá­culos bu­ro­crá­ticos, as­sinar os con­tratos e dar ordem de ser­viço do Ma­cam­bira/Ani­cuns. São 11 tre­chos e duas uni­dades de pre­ser­vação per­ma­nente. A pri­meira uni­dade de pre­ser­vação per­ma­nente, que é o Parque Ma­cam­bira, já está toda cir­cun­dada de obras em sua ex­tensão. Lá vai haver uma praça, cha­mada Praça das Es­cul­turas, que nós vamos ofe­recer aos nossos ar­tistas plás­ticos na área de qual­quer ma­ni­fes­tação cul­tural, tem áreas de prá­tica de es­portes e ou­tras. São 11 tre­chos do Ma­cam­bira/Ani­cuns que devem ser exe­cu­tados em 5 anos. A his­tória de Goi­ânia será antes e de­pois do Ma­cam­bira/Ani­cuns, porque ela não é uma obra sim­ples­mente de pre­ser­vação am­bi­ental, é uma obra de re­qua­li­fi­cação ur­bana.


Deivid Souza - O se­nhor falou sobre trans­porte pú­blico pen­sando dentro da re­a­li­dade fi­nan­ceira de Goi­ânia. Como é que vamos pensar um pro­jeto amplo de trans­porte co­le­tivo para Goi­ânia?
Paulo Garcia – Uma coisa que já es­tamos fa­zendo. Já es­tamos na fase final de con­fecção do edital de li­ci­tação, uma li­ci­tação in­ter­na­ci­onal como foi o do Ma­cam­bira/Anicus. Será o Eixo Norte/Sul de BRT, sigla em in­glês para Bus Rapid Trafic, ou sim­ples­mente ser­viço de ônibus rá­pido. Ele vai cortar a ci­dade de Norte a Sul e, nesta fase ini­cial, são mais de 30 quilô­me­tros de exe­cução de obra que vai criar um cor­redor ex­clu­sivo. Isto será um avanço sig­ni­fi­ca­tivo no trans­porte de massa. Co­meça lá na es­quina da Ave­nida São João com a Ave­nida Rio Verde, onde está o ter­minal Cru­zeiro do Sul e a di­visa de Goi­ânia com Apa­re­cida de Goi­ânia, desce pela Quarta Ra­dial, passa pelo Ter­minal Isi­dória, vai pela Rua 90, Ave­nida 84, Praça Cí­vica, Ave­nida Goiás e segue por esse eixo até o Re­canto do Bosque. Essa é uma obra fan­tás­tica. Do ponto de vista de ex­tensão é a maior já re­a­li­zada em Goi­ânia.


Mau­rício Reis – O fa­vo­ri­tismo nas pes­quisas não atra­palha a cam­panha?
Paulo Garcia – Se fa­vo­ri­tismo é estar em pri­meiro lugar no mo­mento con­jun­tural, devo ad­mitir que isto é ver­dade. En­tre­tanto, um re­corte do mo­mento não irá nos fazer es­mo­recer, di­mi­nuir o ânimo e perder o foco de levar uma pro­posta séria e fac­tível para a so­ci­e­dade de Goi­ânia.


Hél­miton Pra­teado – Pre­feito, como mé­dico, como foi inau­gurar uma obra como a Ma­ter­ni­dade Dona Iris?
Paulo Garcia – É pre­ciso que se diga que não é so­mente ma­ter­ni­dade, é Hos­pital da Mu­lher. Essa di­fe­ren­ci­ação é ne­ces­sária para que se diga que lá se cuida da mu­lher de forma global, não apenas na questão da obs­te­trícia, que é a ges­tação e parto. Tem um de­par­ta­mento, por exemplo, que cuida de mu­lheres que foram ví­timas de agres­sões de qual­quer ordem, fí­sica e psi­co­ló­gica. Para mim é mo­tivo de grande ale­gria. Aquela é uma obra que eu exe­cutei de forma global. Quando eu as­sumi a pre­fei­tura, lá não havia se­quer um ti­jolo co­lo­cado, só tinha terra. Tudo foi cons­truído in­tei­ra­mente com re­cursos do mu­ni­cípio. De­pois o go­verno da pre­si­denta Dilma dis­po­ni­bi­lizou equi­pa­mentos para aquela uni­dade. Gosto de lem­brar também que, sem de­mé­rito de qual­quer uni­dade pú­blica ou pri­vada, não há uma se­quer que se equi­pare ao tra­ta­mento da Ma­ter­ni­dade e Hos­pital da Mu­lher Dona Iris. Tenho 30 anos de for­mado em Me­di­cina, posso dizer com ca­te­goria que não existe uma uni­dade hos­pi­talar como essa em Goi­ânia. Minha mu­lher, no início de sua car­reira como anes­te­sista, atendia lá e ficou emo­ci­o­nada com o que viu agora lá.


Ulisses Aesse – Pre­feito, o que o se­nhor pensa para de­sen­vol­vi­mento econô­mico de Goi­ânia?
Paulo Garcia – Há pro­postas de de­sen­vol­vi­mento não po­lu­ente que po­demos im­ple­mentar, que sejam ca­deias pro­du­tivas, que sejam ple­na­mente sus­ten­tá­veis. Por exemplo, uma delas pode ser tec­no­ló­gica. Ela é con­si­de­rada em toda a sua ex­tensão uma ca­deia pro­du­tiva limpa, não po­lu­ente e não agres­sora. A ca­deia pro­du­tiva de TI (Tec­no­logia da In­for­mação) é ampla, vai da pro­dução de software até a pro­dução de al­go­ritmos que serão uti­li­zados em todo o sis­tema de in­for­má­tica e em inú­meras áreas de co­nhe­ci­mento. Temos um pro­jeto muito au­da­cioso e ple­na­mente exequível para isto que vamos apre­sentar em breve no nosso pro­grama de go­verno. Pre­ci­samos criar todo o ar­ca­bouço ne­ces­sário para que uma ca­deia pro­du­tiva como essa se de­sen­volva em Goi­ânia, até pelo de­sen­vol­vi­mento edu­ca­ci­onal que ela de­manda, é uma ca­deia pro­du­tiva limpa e sus­ten­tável.


Mau­rício Reis – O que o se­nhor fala no que­sito edu­cação?
Paulo Garcia – Sobre isto também fi­camos à von­tade, pois está sob nossa res­pon­sa­bi­li­dade o en­sino fun­da­mental. Da pri­meira à nona sé­ries não há di­fi­cul­dade para se en­con­trar vagas em Goi­ânia. No en­sino in­fantil, que é seis meses a cinco anos de idade, as an­tigas cre­ches, temos de­manda. O MEC es­ta­be­leceu que as ca­pi­tais bra­si­leiras apre­sentem so­lução para isto até 2016. Em Goi­ânia fir­mamos o com­pro­misso de re­solver isto até o final de 2012. Acre­dito que in­vestir em edu­cação é de­fi­ni­ti­va­mente a única forma de uma so­ci­e­dade afirmar que tem uma de­mo­cracia con­so­li­dada. Pen­samos que uni­dade es­colar pre­cisa ser pen­sada e exe­cu­tada de forma ampla, o que nos levou a cons­truir em todas as uni­dades uma quadra po­li­es­por­tiva, que serve para a prá­tica de es­portes e para con­vi­vência da co­mu­ni­dade. Todas as uni­dades que es­tamos cons­truindo já têm sua quadra es­por­tiva, e onde não havia, es­tamos cons­truindo à parte. Vou falar de uma coisa que em 78 anos de Goi­ânia nunca foi feito: eu en­tre­guei para cada aluno da rede mu­ni­cipal de en­sino um kit de uni­forme com­posto de short, calça, duas ca­mi­setas e uma blusa de frio. Se você mul­ti­plicar isto por mais de 100 mil alunos que temos, vocês verão o tra­balho de jus­tiça so­cial que foi feito. Hoje é fato real que muitos pais estão mi­grando seus fi­lhos da rede pri­vada para a rede pú­blica de en­sino.


Hél­miton Pra­teado – Se­gu­rança pú­blica é um grande pro­blema em Goi­ânia. A Guarda Mu­ni­cipal terá mais atri­bui­ções para ga­rantir se­gu­rança?
Paulo Garcia – Pri­meiro é pre­ciso que se diga que se­gu­rança é dever da União e dos Es­tados. Mas não sou da­queles que ima­ginam que o mu­ni­cípio não deva dar sua con­tri­buição. Nós temos dado nossa efe­tiva par­ti­ci­pação nesse que­sito. Cri­amos a Se­cre­taria de De­fesa So­cial. A Guarda Mu­ni­cipal está pas­sando por mo­di­fi­ca­ções subs­tan­ciais com ob­je­tivo de se tornar um exemplo de po­lícia co­mu­ni­tária, não ne­ces­sa­ri­a­mente de atu­ação os­ten­siva.

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